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sábado, 22 de outubro de 2011
Breve História de uma Autista
Em 1987, nascia no Funchal, a nossa segunda e muito desejada filha Tahiná (nome indígena brasileiro qusignifica “estrela da manhã”.) O seu nascimento foi muito demorado e difícil e desde o primeiro dia, noteque havia algo diferente em seu olhar. Era linda fisicamente perfeita. O seu desenvolvimento foi o normal e desejável até o segundo ano de vida, quando começou a manifestar pouca curiosidade, apatia muita dificuldade na comunicação e verbalização. O pediatra dizia que era exagero meu, mas o meu
coração dizia que alguma coisa estava errada e não conseguia identificar o problema. Com dois aninhos mais ou menos, o seu comportamento começou cada vez mais a se afastar daquilo que é esperado e desejável....
Ela não brincava com as outras crianças, não demonstrava afeto nem procurava nosso olhar. De abraços e beijinhos ela fugia. Não queria contato físico. A brincadeira predileta nessa altura era fechar-se num
armário e passar horas brincando sozinha. Durante esses anos, chorámos muito, pois não entendíamos
nossa menina, nem sabíamos como lidar com o seu problema. Finalmente em 1992, fora do país, depois de muitos e exaustivos exames, ela foi diagnosticada. A partir daí, começámos a ter algumas “pistas” sobre como lidar e potenciar as capacidades enormes que essas pessoas encerram dentro de si.
Tahiná tem um quadro não muito grave e hoje, com 24 anos, está bastante independente e funcional.
Aprendemos “a duras penas” a aceitá-la do jeito que é e vê-la como um membro completo e indispensável
de nossa pequena família. Não só nós beneficiamos com o seu contato, como todos os nossos amigos e comunidade em geral. Essas pessoas desafiam-nos a sermos melhores acada dia que passa, e só por isso a sua existência já é completa e útil.
Marlize Firmino
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Acerca de mim/About me:
- Cori Correa
- architect, luso-brazilian, follower of the Baha'i Faith,living in the Madeira Island/Portugal
Queridos Marlize e Cori!
ResponderExcluirEntendo a luta de vocês, pois também é a minha.
Desejo muito que um dia nossos filhos "especiais" possam se conhecer (de novo! quando eles se viram eram muito pequenos) e ser amigos.
Como é bom vê-la tão sorridente! Sinal que é feliz e muito amada.
Em tempo: parabéns pelo casamento da Melissa.
Abraços carinhosos e saudosos,
Virginia